Perfil

Nome: Glauce
Idade: 46
Niver: 15/09
Cidade: São Paulo
MSN: glauce_100@hotmail.com
Gosto: Conversar, conhecer gente, meus bichinhos, meus filhos, a vida, banana split, chocolate, agua de côco, praia, sol, luz...
Odeio: Cara feia, mal humor, falsidade, intolerância, dia nublado, escuridão, aglomeração...


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[Quinta-feira, Novembro 08, 2007]

TEMPO
(Glauce Barbeiro)


Tempo...
Senhor de tudo e de todos.
Tempo de chorar, de entristecer, de desesperar...
Tempo de deixar pra lá e sorrir...
Tempo de recomeçar e ser feliz...
Tempo de esquecer...
Tempo de lembrar...
Senhor que me carrega em ondas
Como num mar.
Pra lá... E pra cá...
Ao sabor de seus ventos...
Tempo...Tempo...Tempo...Tempo...
Quanto tempo ainda espero?
Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...
Quanto tempo ainda tenho?
Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...
Senhor da cura das feridas...
Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...
Senhor da sabedoria...
Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...
Dá-me teu canto, teu encanto
Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...
Me encanta
Do sabor de amar...
Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...
Do saber amar...
Tempo...


por Borboletinha * 9:37 AM

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[Segunda-feira, Agosto 13, 2007]

SOMENTE UM SONHO
(Glauce Barbeiro)

Vou sonhar com você
vindo voando no vento morno
me ver.
Prá num beijo
mergulhar no meu mar
de amor e sonhos
desejo...
Deixar-se levar
no vai e vem das ondas
até explodir em espuma
na beira da praia.
Depois...
Voar bem alto
mãos dadas.
Roubar a estrela
que guarda o amor mais bonito.
E de amor, deixar-se inundar...
Caminhar (sempre mãos dadas) pela imensidão.
Galáxias e galáxias
de amor infinito.
Por toda a eternidade


por Borboletinha * 7:19 AM

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[Terça-feira, Agosto 07, 2007]

Vinícius de Moraes
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AUSÊNCIA

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.




por Borboletinha * 11:06 AM

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[Domingo, Junho 24, 2007]

Fado da Maldição

Composição: Alfredo Duarte e Armando Vieira Pinto

Que destino, ou maldição
Manda em nós, meu coração?
Um do outro assim perdido,
Somos dois gritos calados,
Dois fados desencontrados,
Dois amantes desunidos.

Por ti sofro e vou morrendo,
Não te encontro, nem te entendo,
A mim o digo sem razão:
Coração... quando te cansas
Das nossas mortas esperanças,
Quando paras, coração?

Nesta luta, esta agonia,
Canto e choro de alegria,
Sou feliz e desgraçada.
Que sina a tua, meu peito,
Que nunca estás satisfeito,
Que dás tudo... e não tens nada.

Na gelada solidão,
Que tu me dás coração,
Não é vida nem é morte:
É lucidez, desatino,
De ler no próprio destino
sem poder mudar-lhe a sorte...

por Borboletinha * 5:22 PM

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Nada Além
Composição: Mário Lago e Custódio Mesquita

Nada além
Nada além de uma ilusão
Chega bem
E é demais para o meu coração
Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
E vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz
Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor
Bem melhor a ilusão do amor
Eu não quero e não peço
Para o meu coração
Nadea alem
De uma linda ilusão

por Borboletinha * 4:48 PM

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O Amor Ecoa

Sempre me encanta cantar o amor
Então canto num canto qualquer
Como por encanto esqueço a dor
Do desencanto do mal me quer

Canto o compasso dessa paixão
Passo, repasso mas não te vejo
descompassado o coração
vai passo a passo buscar teu beijo

O meu desejo que aumenta tanto
Pois teu encanto me atordoa
E, tonta, tento entoar meu canto

Passo e repasso o compasso a toa
Verso e reverso o avesso é pranto
Som. compasso, verso...o amor ecoa



por Borboletinha * 3:37 PM

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[Sábado, Junho 23, 2007]

Um Violeiro Toca
Almir Sater
Composi磯: Almir Sater / Renato Teixeira

Quando uma estrela cai, no escurão da noite,
e um violeiro toca suas mágoas.
Então os olhos dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado
Quando o amor termina, perdido numa esquina,
e um violeiro toca sua sina.
Então os olhos dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos.
Quando um amor começa, nossa alegria chama,
e um violeiro toca em nossa cama.
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo nem dó nem drama
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam...



por Borboletinha * 11:08 AM

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[Sábado, Junho 16, 2007]

Soneto de sonhar

Eu nunca fui a tua namorada
De ti, tive menos que quase nada.
Brincamos de sonhar como criança
E criamos estórias de esperança.

No mundo que criamos, de verdade
Nada havia. Era só uma fantasia
Na qual nos fizemos rei e rainha
De um reino que só existe na saudade.

Nossas personagens criaram vida
No decorrer dessa nossa cantiga.
Veio um desejo, como de surpresa.

E veio o medo, junto com a certeza
De, ao acordar, não ter mais beleza.
Não ter mais um reino, não ter mais guarida.


por Borboletinha * 11:22 AM

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[Sábado, Maio 12, 2007]

A História do Cavaleiro Sertanejo com a Princesa do Clarear
(música de Carlos Pita)


Princesa:

Cavaleiro que passas,
Que vais pro sertão,
Qual o destino que levas?
Que queres correndo chão?
Conta os caminhos que segues.
Conta as guerras que te atreves.
E farei a luz do amor
Clarear teu coração.

Cavaleiro:

Princesa, trago nos olhos
Os caminhos por onde andei.
De guerras não fui vencido.
Minha luta é sempre com reis.
Não sei se ando perdido.
Só sei que sempre cantei.
O verso sendo a espada
E o amor, a minha lei.

Princesa:

Cavaleiro que passas,
Não és mais a solidão.
Se já sei do teu destino,
Será teu, meu coração.
Me achaste no caminho.
Dos teus passos serei luz.
Meu Reino é o do Clarear. }
Meu corpo é todo sertão. } bis

Cavaleiro:

Princesa, sejas tão minha
Como o sol é para o viver.
E serei, de ti, cantiga
De acabar todo o sofrer.
Se me deres a certeza
De comigo caminhar,
Me farei de amor e prata,
E tu serás sempre o luar.

Princesa:

Meu Reino é o do Clarear }
Meu corpo é todo sertão... } bis



por Borboletinha * 9:55 PM

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A História do Cavaleiro Enluarado com a Donzela do Bem Amar
(música de Carlos Pita)

Donzela:
Cavaleiro Enluarado,
De onde vens que não se chega?
De que terras traz, partido,
Coração sujo de estrada?
Vem clareia nos meus braços
Que quero sonhar contigo.
Me dizes qual o teu nome
E serei de ti amada.

Cavaleiro:
Donzela, sou a lua nova
No sertão a clarear.
Sou pó, poeira, estrada.
Sou nuvem de ver passar.
Sou fogo de terra ardendo,
sereno cor de cantar.
Quando ando sou Tirana. }
Quando amo sou luar. } bis

Donzela:
E que queres, cavaleiro,
Em terras de Bem Amar?

Cavaleiro:
Ando atrás de ti, donzela,
A mando do meu sonhar.

Donzela:
Anda. Conta-me as caídas
Que encontrou no caminhar.

Cavaleiro:
São bem poucas pra quem ama.
Não merece nem contar.

Donzela:
Meu reino é bem guardado }
Por caminhos de adivinhar. }
Quero só, de ti, saber: } bis
Como conseguiste entrar? }

Cavaleiro:
Foi o vento do querer
Que me deu a montaria
E que me trouxe a teu morar.

Donzela:
Então venceste o meu encanto
E, de ti, serei amada.
Pois amor pra ser verdade
Tem que ter muito lutar.

Cavaleiro:
Que seja como a madrugada, }
Que pra cada cavaleiro } bis
Dá uma estrela de guiar. }




por Borboletinha * 9:27 PM

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[Sexta-feira, Abril 27, 2007]

Me falta você

Saudade doce do seu sorriso gostoso, matreiro e esperto...
Da gente cantando e rindo contente, pelos caminhos.
Saudade do brilho nos olhos, quando os meus, encontravam os seus...
E então nossas bocas se uniam num doce beijo.
Saudade das longas conversas. Da prosa e do verso...
Do entrelaçar dos nossos braços, os abraços, os amassos...
Saudade do seu jeito malandro, moleque, atrevido...
Da inconsequência...do nosso amor...
Sinto saudade de deitar no seu colo...
E ter suas mãos deslisando por meus cabelos.
Saudade do por do sol assistido,sentido, a seu lado...
Do cheiro da terra molhada depois da chuva...
Dos sonhos sonhados e vividos a dois...
Saudade do seu rosto encostado em meu peito
Falando do medo, das nossas diferenças.
Tenho saudade do tempo em que juntos ficávamos
E o mundo era nada. Só havia nós dois.
Sauda da sua voz no meu ouvido.
Das juras secretas, do doce delírio.
Saudade do calor da sua pele morena, misturada na minha.
Seu cheiro, seu gosto, seu jeito...
Ah! Me falta você.

por Borboletinha * 10:33 AM

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Me falta você

Saudade doce do seu sorriso gostoso, matreiro e esperto...
Da gente cantando e rindo contente, pelos caminhos.
Saudade do brilho nos olhos, quando os meus, encontravam os seus...
E então nossas bocas se uniam num doce beijo.
Saudade das longas conversas. Da prosa e do verso...
Do entrelaçar dos nossos braços, os abraços, os amassos...
Saudade do seu jeito malandro, moleque, atrevido...
Da inconsequência...do nosso amor...
Sinto saudade de deitar no seu colo...
E ter suas mãos deslisando por meus cabelos.
Saudade do por do sol assistido,sentido, a seu lado...
Do cheiro da terra molhada depois da chuva...
Dos sonhos sonhados e vividos a dois...
Saudade do seu rosto encostado em meu peito
Falando do medo, das nossas diferenças.
Tenho saudade do tempo em que juntos ficávamos
E o mundo era nada. Só havia nós dois.
Saudade do calor da sua pele morena, misturada na minha.
Seu cheiro, seu gosto, seu jeito...
Ah! Me falta você.



por Borboletinha * 10:26 AM

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[Quinta-feira, Abril 26, 2007]

Samba pra Esquecer (composição do meu pai)

Canto pra esquecer
As tristezas da vida
E pra reaver
A esperañça perdida

Quando estou muito triste
Para afugentar
A tristeza que existe
Me ponho a cantar

Logo a nostalgia
Vai longe ficar
E volta a alegria
Comigo morar

Esperança vem
E afugenta a saudade
Pois meu canto tem
Mais essa qualidade

De levar novo alento
A minha alma perdida
Curar com seu vento
A dor da ferida

Que minha alma tem
E logo se desfaz
Pois meu canto contém
O remédio da paz

Se canto o meu canto
Alegria me traz
Cantar o meu canto
A dor se desfaz

Esse sambinha, meio bossa nova, meu pai compos quando eu era ainda pequena. E tão bem traduz a minha realidade.
Hoje descobri de onde vem esse meu jeito... De rir e cantar, ainda mais, quanto mais triste estou.
É... Aprendi com meu pai...Só não tinha consciência disso... Só hoje me dei conta...
Obrigada, pai, por tudo que você me ensinou...
Obrigada pelo amor, que fez de mim uma pessoa forte...
E eu não sabia da minha força até há pouco tempo atrás...
Obrigada, mãe, por tudo,tudo, tudo...
Principalmente por ter me ensinado a levantar, sempre que, na vida, cair...
E a levantar sorrindo...
E a levantar cantando...
Sei que, onde quer que vocês estejam, estão juntos e olhando por nós...
Sinto a presença de vocês sempre que uma lágrima me teima em cair...
Aí eu canto, canto...
E rio, rio alto...
Pra me convencer que a alegria existe.


por Borboletinha * 7:37 AM

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[Quarta-feira, Abril 25, 2007]

Um Sol

Um dia nascerá outro sol lá fora...
Um sol que ilumine minha alma e aqueça meu corpo cansado...
Um sol que, com seu calor, me traga de volta à vida.
Que me faça sorrir sem defesas
e me liberte pra sempre das manhãs geladas da solidão.
Um dia nascerá um sol... De mansinho...
Que pouco a pouco tome conta de tudo.
E inunde o meu ser com sua luz..
E me mostre o caminho da felicidade...
Um dia nascerá outro sol lá fora...
Um sol forte doce..
Que faça arder as paixões ha tanto adormecidas.
Que, ao romper a madrugada, se mostre em todo seu esplendor e cor.
E me acorde do marasmo dessa vida insana.
Um dia nascerá um sol...
E eu brilharei com ele...
E, com ele, hei de seguir sempre e sempre. Lado a lado.
Rumo ao infinito.
Um dia nascerá um sol lá fora...
Que terá o dom de me fazer sorrir. Não mais o rosto, mas o coração...
O dom de me cobrir de flores
E me invadir o ser com seus mornos beijos
Um dia nascerá um outro sol lá fora...
Enquanto espero...
Vivo à sombra...Rosto sorrindo, coração frio...
Escondendo a solidão perversa num riso riste que só eu sei...
Mas a esperança que sempre está...
Mantém o sonho de ver um dia
O nascer do sol...
Um outro sol.
Um outro dia.



por Borboletinha * 3:17 PM

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[Terça-feira, Abril 24, 2007]

Ah! Se pudesses sentir o pulsar do meu peito...
Se em tuas veias, meu sangue corresse.
Se pudesses ouvir meus lamentos,
Saber dos meus sonhos mais secretos...
Ah!..
Se de teu ser, o meu fosse parte
Então poderíamos ser como a água que traz a vida...
Seríamos o vento que embala as ondas do mar...
do mar do amor...
Seríamos fogo...
Seríamos tudo.
Mas como o se não traduz a verdade...
Resta-me apenas o gosto amargo da fruta podre,
da solidão...
Resta-me a garganta seca ...
ávida de amor...
Porém, ainda guardo, no peito, a esperança
de um dia teu corpo, ao meu, se fundir.
Como magma quente saído do mais poderoso vulcão.
De, tua boca, na minha pousar, qual borboleta.
a extrair, da flor todo o néctar.
E, nesse dia então...
Tornar-me-ia a mais leve nuvem a boiar pelos céus...
Ah!...
Se pudesses saber de mim...
Mas não podes...
Mas não queres...


por Borboletinha * 10:17 AM

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